domingo, 28 de abril de 2013

''O Búfalo''

Imagem retirada do Tumblr. 

 No conto ''O Búfalo'' de Clarice Lispector podemos ver a trama de uma mulher que busca algo que tenha o mesmo ''ódio'' que ela tanto sentira.
 Uma mulher no qual seu nome não é citado em nenhum momento, vai até um zoológico buscando e distribuindo apenas ódio, um ódio que surgira após não ser correspondida por seu amado, embora a mulher definisse seu sentimento por ele como ''ódio''.
 Passou por diversos animais com seu olhar carregado de um sentimento ruim na espera de que encontrasse algum que retribuísse ou demonstrasse algo semelhante ao que ela estava passando. Mas não. Todos os animais que ela havia visto continham o doce ar do amor.
 Pedia para que Deus mostrasse o ódio, que enviasse o ódio. Mas não conseguia encontrá-lo.
 Até que a mulher encontra um búfalo. Pensou no homem em que havia lhe acendido o desejo de ódio, e disse que o odiava. Olhou para o búfalo, disse que tinha ódio por ele.
 O búfalo com seus olhos pequeninos, vermelhos, intensos e carregados de ódio observava lentamente a mulher. Ao notar aqueles olhos, percebeu que havia encontrado o tal ódio que procurara e notou que o búfalo tinha um ódio que era alucinante. Sentia-se presa ao solo, sem nenhuma condição de sair daquele lugar. Aos poucos o búfalo aproximava-se pronto para seu ataque. 

 Em meu ponto de vista particular assimilei o búfalo com o homem. Ao mesmo tempo em que o búfalo trazia consigo ódio e algo que não seria bom para a mulher, ela continuara ali. Assim o mesmo com o homem. Por mais que dissesse e trouxesse consigo a expressão ''eu te odeio'', sentia algo que a prendia ao homem. Talvez, algo fatal. 

''Curumim Poranga''

 ''Curumim Poranga''

Em um chat entrei 
Vi vários nomes
Mas por um me encantei 
Fui engatando o assunto 

Descobri que índio não é só ''mato''
Não andam mais pelados, 
Agora tem camisa, calça e sapato.
Me surpreendi quando soube

Que falamos língua de índio também 
Fiquei muito impressionado 
O garoto disse que meu português tinha que ir além 

Por tudo aquilo eu nem podia imaginar
Palavras aqui e lá. 
Fantástico! Quero continuar a explorar. 


Soneto produzido através de 
orientações da professora, 
e após a leitura 
do texto ''Curumim Poranga''

Influência indígena

Imagem retirada de um site. 
   Após uma busca no livro ''Os Índios do Brasil'', pude perceber que a linguagem indígena é muito presente na língua portuguesa. 
 Palavras como Ibirapuera, pipoca, tucano, abacaxi
 Tanto em nossa cultura quanto em nossa linguagem temos a influência indígena.
 Vale a pena conhecer um pouco mais sobre os índios, que são tão semelhantes e ao mesmo tempo diferentes de nós. 

sábado, 27 de abril de 2013

Continuidade com o trabalho do livro.

Dando continuidade ao cumprimento das tarefas solicitadas pela professora, os alunos deveriam encontrar algum filme/documentário que fosse possível de assimilar ao livro. 



 O vídeo que meu trio escolheu para fazer a comparação ao enredo do livro foi  "Amazônia Eterna - Protagonista do Século XXI", mas devido alguns problemas técnicos não foi possível anexá-lo neste post, então você pode conferir aqui.  

Continuidade com o trabalho do livro.

|  N° Edição:  2264 |  05.Abr.13 - 21:00 |  Atualizado em 07.Abr.13 - 18:37

 Amor assumido após guarda dos filhos

Quando Daniela Mercury assumiu em rede social sua união com a jornalista Malu Verçosa, em segundos a notícia pipocou e à noite virou assunto no "Jornal Nacional"

por Gisele Vitória com Marina Rossi e Simone Blanes
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Quando Daniela Mercury assumiu em rede social sua união com a jornalista Malu Verçosa, em segundos a notícia pipocou e à noite virou assunto no “Jornal Nacional”. A atitude ganhou aplausos de amigos, fãs, do movimento gay e de grupos de direitos humanos. Em nota, Daniela diz que comunicou o casamento com a mesma naturalidade com que tratou suas outras relações. “Não podemos andar para trás, como os Felicianos da vida”, afirmou ela, de Portugal, em referência ao deputado Marco Feliciano. A cantora e a jornalista estão morando juntas em um condomínio de luxo no bairro de Piatã, em Salvador, na casa para onde Daniela se mudou após a separação do publicitário Marco Scabia. A história de amor seria antiga. Malu, editora da Rede Bahia, namorava a então assessora de imprensa da cantora, Fabiana Crato. A paixão teria motivado o divórcio e a mudança de Daniela de São Paulo para Salvador. No Carnaval, o romance foi descoberto, mas a discrição foi mantida. A cantora aguardava o processo de guarda dos três filhos pequenos, adotados com Scabia. Após a decisão da Justiça, o casamento foi selado com uma cerimônia íntima.
(Fonte aqui
Essa reportagem  foi escolhida pelo meu trio para ser comparada com o capítulo 6 do livro, pelo fato de ser semelhante ao que é tratado tanto no capítulo quanto no enredo do livro; pelo fato de abordar ''mudança''. 

sábado, 20 de abril de 2013

Trabalhando com o livro.

  Após os alunos lerem o livro ''Ekoaboka'' a professora Ilvanita propôs algumas tarefas que deveriam ser realizadas em trio. Uma delas foi que os alunos produzissem um soneto relacionado a algum capítulo do livro. 



''Ekoaboka''

Três meses na floresta,
A família iria passar.
Quem diria que essa aventura
Tanta mudança ia proporcionar?

A cura foi encontrada,
E Alex lá ficou.
Até Chantal a patricinha,
Parte de si por lá deixou.

Para a malária a cura era uma flor,
Para Marina as mudanças.
Para Chantal era diferente, era o amor puro como o de uma criança.

Foi uma história de amor,
De descobertas e de magia.
Mas a vida é assim mesmo, uma ekoaboka a cada dia.

Soneto feito pelo meu trio, que aborda o assunto 
tratado tanto no enredo do livro 
quanto no capítulo 6.

''Ekoaboka - Jornadas na Amazônia''

Imagem retirada de um Blog. 

Tudo começou no ano de 1972, quando um certo estudante de biologia chamado Léo participou do Projeto Rondon na Amazônia. Após a convivência com os índios, com a escassez de remédios e assistência, o desamparo estampado no rosto dos índios e a terrível malária, prometeu a si mesmo encontrar a vacina para a doença.
Léo acabou conhecendo Babu em um congresso e se tornaram amigos, e após alguns anos de trabalho e idas e vinda da Amazônia, estavam no aeroporto buscando a família de Léo. A família era um pouco diferente, composta por uma filha francesa, de mãe carioca, um filho sueco de pai também carioca, além de Txai, filho de Léo e Marina.
Eles passariam as férias de fim de ano juntos, em um barco casa, de nome Vitória Régia, na Amazônia vivendo três meses de total contato com a natureza e uma diferente cultura.
A aventura não seria um problema para Alex e Txai, porém para Chantal, uma garota urbana e muito vaidosa seria terrível ter que passar esses dias “no mato”.
Na chegada, a família ficou em um hotel, e iriam seguir viagem durante o dia, e logo ao amanhecer foram para o barco, onde habitariam.
Após se organizarem e explorarem a nova casa, todos foram fazer um passeio em uma prainha ali perto, para que pudessem começar a se adaptar ao novo ambiente em que viveriam.
Araru, um caboclo amigo de Babu, foi os guiando pelo caminho e foi apresentando alguns bichos e plantas das redondezas.
Em meio a tantas reclamações de Chantal e interesse da parte de Alex, a visita ao afluente do Rio Negro foi a prova de que tudo aquilo seria uma grande mudança.
Chantal precisava de alguém para entendê-la, então preenchia seu diário com reclamações da nova vida, mas isso iria mudar em breve.
Através de e-mails, Alex também contava as experiências que estava vivendo para seu amigo Kiko.
O mais interessado na aventura foi Alex, que saiu para explorar mais o novo local, agora sozinho. É nesse passeio que descobre um ritual indígena ocorrendo na floresta. O rapaz fica extasiado com tantos cantos, danças, cores e pinturas, e volta para o barco meio fora de si.
Enquanto isso o pequeno Txai conhece a estranha coleção de Babu, que junta besouros de todas as espécies que encontra nas noites estreladas da floresta Amazônica. Depois da descoberta, Txai caminha floresta adentro e é onde conhece Uãuã, um índio cujo nome significa vagalume.
Após tamanha curiosidade de Alex, Babu e João, um conhecedor dos índios, acompanham o garoto até a aldeia dos abakêbyra, povo do qual ele havia visto o ritual no dia anterior. Ao chegar lá, são recebidos pelo cacique Apoena, que os deu nomes indígenas de acordo com suas características.
Alex recebe o nome de Abati, que significa “aquele que tem cabelos dourados”. Ele simpatiza muito com a aldeia, assim como o cacique cria grande afeição por Abati, fazendo com que a próxima visita não demorasse.
Nesse meio tempo, acontece o réveillon. Babu faz um banquete e cria uma espécie de ritual de libertação do antigo e preparação para o que viria.
Na nova visita a aldeia, Alex é apresentado a Catu, um jovem filho de Taciatã, uma índia mediadora da tribo com Tupã, um deus para os índios.
Após conversarem, Catu convida Alex para caçar com os homens da tribo no dia seguinte e explica que a caça que fazem é somente para alimentação da tribo, pois respeitam a natureza assim como ela os respeita.
Abati dorme na tribo, pois sairiam no dia seguinte antes do sol nascer. Na primeira parada para a alimentação, o garoto percebe que um dos índios se distancia do grupo recusando o peixe e alimentando-se apenas de mandioca, mas apesar de achar estranho compreende que Curi não comia jaú, pois esse animal já havia feito parte de sua família em vidas passadas.
Durante a caça, os índios e Alex percebem a presença de uma empresa estrangeira que praticava a retirada ilegal de madeira. A atitude levou os caçadores a retornar a aldeia e relatar tudo ao cacique, para que tomasse conhecimento do fato.
Chantal já estava acostumada a ir todos os dias até a prainha tomar sol e ler as revistas de moda trazidas de Milão por sua mãe. E até Alex aparecer com Catu tudo estava comum. Chantal se apaixona pelo índio a primeira vista.
Após Alex e Catu darem alguns mergulhos no rio, o índio com nome cujo significado era “bonito”, voltou com um grande peixe em suas mãos e após o pedido negado de Chantal levar o peixe até o barco, Alex deixa os dois na prainha para levar o jantar.
Enquanto Alex não voltava, Chantal notou algo caindo ao seu redor, não se importou muito, porém não parava, até que ela percebeu que quem arremessava as pedrinhas era Catu.
Sem ao menos se despedir, Chantal vai embora indignada e ofendida. Somente após uma conversa com Alex e explicações de Catu, de que na verdade aquilo não passou de uma forma indígena de chamar atenção, a garota se entrega, beijando Catu após a tentativa de um bem-me-quer, que falhou por sua impaciência ao esperar o índio despetalar a flor.
Após esses fatos as mudanças continuam. Marina é atacada por um poraquê, um peixe elétrico e em um ritual de cura entra em contato com seu interior. E após esse contato ela consegue interpretar que necessita de mudanças em sua vida.
Txai, curioso demais, resolve brincar com Uã de caça ao tesouro, que seria a coleção de besouros de Babu. E mesmo sem querer, Txai solta alguns dos besouros de seu amigo, que ao descobrir fica chateado, mas depois de conversar com o pequeno, o desculpa.
Uã conta a Txai que seu irmão achou um enorme e raro besouro, e para se redimir da perda do tesouro de Babu, o pequeno o entrega á seu amigo que se surpreende com a nobre atitude.
Em certa noite, Chantal e Catu acabam ficando presos em uma pequena ilha após uma enorme tempestade. O ocorrido causou enorme aflição em seus parentes, pois já era noite e eles estavam sumidos.
Após um dia todo longe de casa eles aparecem, e Chantal explica tudo á sua mãe que ouve inquieta e preocupada. Sua reação não foi das melhores.
Enquanto isso, na tribo, a mãe de Catu, recebe por meio de um ritual, uma mensagem de Tupã, diferente das outras. Nela dizia que uma ponte se formaria entre Catu e algo novo, mostrava também uma planta marrom, que deveria ser entregue ao povo que havia chegado. Taciatã acreditou que a ponte seria Chantal, os separando.
Devido ao orgulho de Taciatã em manter guerra com Chantal, ela desobedece ao pedido de Tupã e como castigo o guerreiro mais forte da tribo acaba falecendo, chamando seu nome e dizendo que Tupã a perdoava.
            Taciatã percebe que se tivesse entregado a tal planta ao povo novo, o guerreiro não teria sido levado da tribo e sente-se culpada.
            Tupã então envia uma mensagem ao cacique Apoena, que questiona a atitude de Taciatã e a convida para ir com ele até o barco Vitória Régia entregar a planta como ela deveria ter feito antes.
            Chantal recebe as flores de Taciatã, sem ter a certeza de que a atitude da “sogra” era verdadeira. E é a partir deste momento que a pesquisa de Léo e Babu ganha um novo rumo com o elemento que faltava.
            Os dois se animam com o avanço e colhem mais amostras da planta que podia ser a tal cura que buscavam para a malária.
            Com o fim da aventura chegando, as escolhas deviam ser feitas.
            Alex decidiu que ficaria na Amazônia até o meio do ano, que seria a hora de voltar para fazer o vestibular. Léo voltou com a família para testar a cura em laboratórios enquanto Babu faria os contatos técnicos necessários.
            É sem dúvidas essa viagem foi repleta de ekoabokas, isso mesmo, muita mudança e transformação. Todos haviam sido marcados e a vida é isso, uma grande EKOABOKA a cada dia.




sábado, 6 de abril de 2013

''Alguém''

Imagem retirada do Tumblr.
Lucy ultimamente estava mergulhando em um mundo que ela mesma criara. Suas decisões e atitudes não correspondiam com muitas coisas. Basicamente estava se perdendo. 
 A pequenina e delicada garota, sabia o quão importante era sair daquele mundo e começar a viver de acordo com os fatos. E uma única pessoa lhe daria apoio nisto. 
 Inúmeras oportunidades de abraçar a felicidade, perdidas. Perdidas por conta do medo que assombrava seu mundo tão distante. 
 Ela precisava daquele alguém. Alguém que recolhesse suas partes quando desmoronasse. Alguém que não cobrasse nenhum tipo de palavra, apenas olhares. Lucy sabia que esse alguém não estava distante e também sabia que seus medos impediam esse tão almejado encontro. 
 Não se importava tanto com a indecisão, era suficiente aquela vontade de ter alguém para lhe dar a mão. 
 Lucy realmente não tinha muita noção do que era viver. Entretanto sabia perfeitamente que tudo ocorria como deveria ser, sem ''mas'' nem ''porém''. 
 Sentia aquele alguém tão próximo, e finalmente ao ver uma singela lágrima no rosto de um jovem, notou quem era o alguém por quem tanto esperava. 
 Por todo aquele tempo andou se perturbando com incertezas e medos. Depois que o encontrou, entendeu mais uma vez que não importava como e por que aquilo acontecera. 
 Mais uma vez havia conseguido libertar-se daquele amedrontador mundo que criara. 
(GUEDES, Erika) 

Texto desenvolvido por orientações 
da professora Ilvanita e 
leitura da letra da música ''Quase sem querer'' - Legião Urbana

''Tão longe, tão perto também''

 
Imagem retirada de um link.
Naquele domingo, eu estava indo ao shopping como de costume, saí de casa em direção ao ponto de ônibus. 

 Não demorou muito e minha condução chegou. Entrei, paguei a passagem para o cobrador e sentei-me. Na minha frente havia uma senhora em torno de seus 62 anos. 
 O trajeto era longe e em diversos momentos aquela senhora me encarava. Surpreendi-me quando ela se aproximou: 
 –  Com licença jovem, notei que em seu olhar há uma pequena chama de tristeza. Algo está te afligindo? 
 A senhora tinha uma voz serena, agradável de se ouvir. 
 Hesitei. Como uma desconhecida notara algo em meu olhar, sendo que eu escondia tão bem? Fiquei alguns segundos em silêncio. A senhora ainda me observava, então falei: 
 - Bem... Estou passando por alguns problemas complicados de serem lidados. 
 - Veja bem, minha jovem. A vida nos prega tantas peças, e muitas vezes caímos em suas armadilhas. Só não se esqueça de que existe uma pessoa em especial que sempre te acompanha e envolve seu coração em uma forma que você se tranquiliza. 
 Ouvindo essas palavras, senti a presença de minha avó que há tantos anos havia se ausentado. Não me despedi da senhora. Desci do ônibus com meu coração apaziguado.  
(GUEDES, Erika)